quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Notas Cotidianas e Literárias XXIX

HISTÓRIA E LITERATURA EM OLIVEIRA LIMA

O interesse que a obra de Manuel de Oliveira Lima (1867-1928) pode ainda despertar, nos nossos dias, situa-se bem mais no âmbito de uma vasta contribuição à historiografia e ao jornalismo de fins do século XIX até as primeiras décadas do século XX, do que no terreno dos assuntos literários propriamente.

Essa constatação não implica na negação da qualidade literária inerente a muitos dos escritos de Oliveira Lima. Ela refere-se ao pouco desenvolvimento, no contexto geral de sua obra, de formas e gêneros esteticamente indissociáveis do texto literário específico. E isto se reflete numa contribuição “menor” do autor em setores como a crítica e o teatro, devendo-se lembrar ainda a inexistência, na sua obra, de textos de poesia e prosa de ficção.

Sua experiência teatral envolve a escrita de apenas uma peça, publicada em 1904, embora ambientada em 1738. Secretário d’El Rei talvez tenha sido feita, em parte, para atender ao “gosto” imperial e de salão de época, predominante mesmo nos inícios da República, com os representantes do Reino no país em franco e continuado desprestígio, tendo como agravantes recentes a perda de espaços públicos e privados e a impossibilidade de exercerem aqueles quaisquer poderes e tomadas de decisão. De outra parte, a peça foi escrita para dar vazão às inclinações teatrais de Oliveira Lima, incrementadas pela formulação de alguns textos e trechos embutidos em textos, que ensejavam teorizações, proposições e levantamentos de problemas gerais ou específicos relativos a essa arte.

No caso da crítica, não se deve desprezar o esforço analítico isolado e erudito do seu segundo livro, Aspectos da literatura colonial brasileira, editado em Berlim, em 1896. Além deste, há outros trabalhos literários que somente seriam publicados e reunidos em livros muitos anos depois, como a Obra seleta (1971), e em especial o volume Estudos literários (1975), ambos organizados por Barbosa Lima Sobrinho, como se verá adiante.

De todo modo, ele se mostrará um grande produtor de textos distribuídos em outras e variadas modalidades culturais, e que terminarão por ser absorvidos pela literatura. São escritos de “publicista” – que era como frequentemente se designava homens públicos que praticavam o jornalismo e as letras –, que incluem artigos de jornal, conferências, cartas, memórias e impressões de viagens. Alguns publicados em plaquetas ou separatas como cuidadosos relatos de numerosas viagens de trabalho, participações em congressos e conferências internacionais empreendidas em países os mais diversos.

Ao esboçar os perfis biográficos de políticos, diplomatas, historiadores e escritores que mais o atacaram ou influenciaram, Oliveira Lima não se esquivava mesmo em fazer aflorar o frio e traiçoeiro rosto de alguns que eram ou viriam a ser seus inimigos.

Perfis que se caracterizavam pelo mais curto e apologético, a exemplo do primeiro texto “Joaquim Nabuco”, escrito bem antes do estremecimento de relações entre ambos, embora já no segundo “Joaquim Nabuco”, publicado em 1910 em francês em La Nouvelle Revue e em vernáculo no “O Estado de São Paulo”, mais extenso e incisivo, ele enfatizasse, de modo extremamente crítico, o cosmopolitismo de um Nabuco europeizado e norte-americanizado. Cosmopolitismo que se processava em detrimento da atenção e da importância que, na sua concepção, deveriam ser dedicadas às coisas do Brasil, como neste parágrafo inicial: “Joaquim Nabuco, falecido há poucos meses em Washington, onde exercia as funções de embaixador do Brasil, era o mais elegante ao mesmo tempo que o menos nacional dos escritores do seu país, onde o cosmopolitismo intelectual é compreensível e necessário, com a condição todavia de oferecer novos recursos ao particularismo literário”.

Acresça-se que o rompimento com o autor de Minha formação teve como causa geradora principal a divergência acerca do pan-americanismo, pelo fato de Oliveira Lima defender a participação de outros países latino-americanos, que não apenas o Brasil, na espécie de “solidariedade internacional” paradoxalmente excludente proposta pelos monroístas dos EUA. Aliás, a este respeito, Antonio Candido, no texto “Os brasileiros e a nossa América”, escreve: “Era o tempo do pan-americanismo, aceito em princípio como a melhor fórmula de convivência e progresso pelos governos e muitos intelectuais da estatura de Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e Rio Branco (...). Decididamente crítico da política oficial foi Oliveira Lima, cujo livro Pan-americanismo (1907) define o caráter imperialista e os perigos da Doutrina Monroe, opondo-lhe a posição mais livre da Argentina com a Doutrina Drago. (...) Dos intelectuais do começo do século, Oliveira Lima foi provavelmente o que mais se interessou pela análise diferencial das Américas, a saxônica e a latina, e o que melhor aprofundou o problema do relacionamento entre os nossos diversos países, graças ao conhecimento que tinha deles”.

Oliveira Lima escreveu também um texto bipartido como verdadeiro tributo em reconhecimento a Teófilo Braga, um de seus mestres do curso de Letras em Lisboa, e que para ele tinha um “aspecto de enciclopédia viva”, além de ser um dos mentores iniciais de ideias republicanas e positivistas.

Tais perfis se completavam no bem mais extenso e empático, como o “Elogio a Varnhagen”, historiador de sua maior predileção e uma de suas maiores influências, autor de um dos primeiros livros sobre história do Brasil, foi escolhido seu patrono de cadeira na Academia Brasileira de Letras, sendo o “Elogio” o discurso de posse de Oliveira Lima, somente pronunciado em 1903, seis anos após a eleição.

Apesar de servir à República como diplomata, Oliveira Lima abandonou suas inclinações republicanas iniciais, preteridas pela aceitação posterior das ideias monarquistas liberais, para ele, notabilizadas estas no Rei também obeso e escolhido como modelo humanista, a quem dedicou um de seus livros mais representativos, escrito quase que totalmente em Pernambuco, D. João VI no Brasil.

O republicanismo de juventude levou o reforço de dois textos escritos em 1896, Spt Ans de Republique au Brésil, saudando o novo regime brasileiro, não impedindo isto porém que ele fosse acusado de monarquista em 1913, a partir de deturpação de uma entrevista dada ao jornal “O Imparcial”, no Rio de Janeiro.

Ainda sobre o seu distanciamento da literatura, pode-se dizer que se deveu também a nuances e inquietações provocadas pela têmpera concentrada e destemida de seu espírito. Inquietações que o levaram à prática de uma militância combativa, de confronto direto, e que o induziam à diversidade desviante de propósitos mais estritamente literários.

Como fatores e circunstâncias que sempre se ensejaram no seu caminho, ou que sofreram o seu próprio estímulo desembaraçado e desabrido, concorreram em boa medida para esse afastamento da literatura, o alinhamento a uma contemporaneidade participante, embora em alguns momentos equivocada, a exemplo do seu “pacifismo” discutível durante a Primeira Grande Guerra. E foram ainda fatores decisivos neste processo as exigências do jornalismo, da historiografia e da sociologia militantes na transição problemática entre dois regimes e na passagem atribulada entre dois séculos, que determinavam a necessidade de envolvimento em toda uma cadeia de fatos, situações e acontecimentos originados na Revolução Pernambucana de 1817, tendo continuidade no movimento da Independência, emancipação dos escravos, instauração da República e, posteriormente, pela iminência e deflagração da Primeira Guerra Mundial.

De presença marcante e natureza complexa, Oliveira Lima era conhecido pela sua fidelidade e ligação radical às causas e valores que defendia, revelando-se no seu tradicionalismo e nas suas posições monarquistas, homem mais do século XIX que do XX. Por outro lado, poderia empenhar-se em posturas que clamassem por liberdade e justiça social, assumidas com esmero em seus ensaios de sociologia e história, sempre abalizados em constatações e reflexões que contemplavam a análise global e o detalhamento da economia e das transformações políticas e sociais aos níveis local ou internacional.

O tom de sinceridade áspera, a segurança com que preservava seus pontos de vista, a inclinação e o desassombro de polemista sempre a postos, apenas reforçavam uma característica a que ele mesmo se atribuía e que nortearia o sucesso ou influiria também nas suas perdas eventuais ou recorrentes: a sua imparcialidade. Era nela que se apoiava para travar seus embates, no mais das vezes excluindo a vida pessoal de seus desafetos, e sustentando-se sempre na correção, no rigor e na isenção com que tratava de assuntos históricos, diplomáticos e jornalísticos.

Ao descarnar a vida diplomática daquela época, em textos, palestras e atitudes críticas, Oliveira Lima foi granjeando desentendimentos com seus superiores diretos, a exemplo do Barão do Rio Branco, que esteve entre os que, com tenacidade e frieza conspiratória, o prejudicaram na sua carreira. Outro desafeto, que durante a Primeira Guerra Mundial o acusou de “germanofilia”, devido a seu pacifismo, denunciando-o a autoridades inglesas, foi o pernambucano Medeiros e Albuquerque. Oliveira Lima passou a referir-se a este e a outros que o assolavam (Assis Brasil, Fontoura Xavier, Pinheiro Machado) com uma adjetivação demasiadamente pesada para um companheiro de diplomacia – mau caráter, bandido –, e mesmo que não se queira tomar partido após tanto tempo decorrido, tal referência ainda instaura uma certa perplexidade com o seu grau inequívoco de sugestão.

No plano histórico, ele desdobrou-se em assuntos que lhe exigiram minuciosas pesquisas e trabalhosos arranjos metódicos, do que resultou uma série de livros imprescindíveis para se compreender a história do país durante a colonização, o Império e os primeiros anos da República. Em carta a Gilberto Freyre, datada de janeiro de 1922, de Washington, revela como estabeleceu o roteiro cronológico de sua obra histórica, demonstrando cuidado e exatidão ímpares, como no caso particular da época imperial, que tem a seguinte disposição: D. João VI no Brasil (1808-21), O movimento da Independência (1821-22), História diplomática do Brasil: reconhecimento do Império (1823-25) e D. Pedro e D. Miguel: a querela da sucessão (1826-1831). Além destes, há pelo menos dois que ele não cita na carta: O Império brasileiro (1822-89) e D. Miguel no trono (1828-33).

E arremata a carta explicativa dessa parte de sua obra histórica, com um desejo que somente seria satisfeito nove anos após a sua morte: “E também quero em vida publicar 1 volume ou 2 de memórias p.ª gozar do effeito da verdade, sempre exciting, embora nem sempre agradável” (sic).

O volume Memórias (Estas minhas reminiscências...) viria a aparecer em 1937, no Rio de Janeiro, pela José Olympio, sendo publicados também excertos na Obra seleta da Aguilar, em duas partes intituladas Autobiografia.

II

No centenário de nascimento de Oliveira Lima, em 1967, alguns intelectuais brasileiros cogitaram em fazer-lhe as homenagens de praxe, tanto por seus serviços prestados ao país quanto por suas obras, nunca o bastante reconhecidos os primeiros nem divulgadas as segundas.

Isto se traduziria principalmente na publicação de seus trabalhos jornalísticos, com uma quantidade imensa de material inédito existente, somada a uma antologia possível e representativa do material já editado. Este critério foi definido pela impossibilidade de reedição de seus livros anteriormente publicados, o que exigiria custos com os quais os patrocinadores daquelas homenagens – Conselho Federal de Cultura e antigo Instituto Nacional do Livro – talvez não pudessem ou não se dispusessem a arcar.

Seja como for, uma tarefa de tal amplitude ficou a cargo do jornalista e historiador Barbosa Lima Sobrinho, pois envolvia uma pesquisa de largo fôlego e zelo redobrado. Barbosa Lima Sobrinho, por sua vez, convidou para colaborador direto o historiador pernambucano Fernando da Cruz Gouvea, conhecedor profundo da obra e que estava a preparar uma biografia monumental de Oliveira Lima, em três volumes (publicada em 1976, no Recife, pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, sob o título Oliveira Lima: uma biografia).

Os artigos e outros escritos coletados e antologiados por Barbosa Lima Sobrinho e colaboradores, resultaram no livro Obra seleta, no padrão Centenário, da editora Aguilar, publicado em 1971. Neste trabalho, Fernando Gouvea participou na escolha, catalogação e revisão de artigos, notadamente do material publicado no Recife, além de ter elaborado a cronologia da vida e obra de Oliveira Lima.

A Obra seleta inicia-se verdadeiramente com uma extensa introdução crítica e biográfica de Barbosa Lima Sobrinho a respeito do autor de Pernambuco, seu desenvolvimento histórico, acompanhando os seus passos literários e experiências de vida mais relevantes no Recife, em Lisboa, Londres, Berlim, Tóquio, Estocolmo, Caracas, Lima, Paris, Bruxelas, Washington e no restante das cidades e países em que viveu, trabalhou ou apenas visitou.

E embora contendo mais de mil páginas, o livro não foi suficiente para acolher o excedente de inéditos de Oliveira Lima, e nem mesmo as referências bibliográficas de sua colaboração jornalística. Pensou-se, então, na organização de um novo livro, a ser produzido pela Universidade do Recife, o que não aconteceu, mesmo com a intervenção diligente de Mauro Mota. Posteriormente, em 1975, quando a Academia Brasileira de Letras decidiu-se a produzir o livro, conseguiu-se trazer à luz o restante desse material, que levou o título de Estudos literários, com seleção e organização do mesmo Barbosa Lima Sobrinho.

O que há de mais substancial neste livro independente, mas que ao mesmo tempo dá sequência à Obra seleta, são os esboços de figuras do realismo, do naturalismo ou mesmo do parnasianismo brasileiro. Aqui, a intervenção crítica de Oliveira Lima passa a aliar o detalhe biográfico de passagem à análise possível de livros – isoladamente ou no conjunto das obras escolhidas de um determinado autor –, com os recursos interpretativos e com os parcos recursos técnicos e formais de que se dispunha ao tempo.

Assim é que aparecem no bloco “Escritores brasileiros contemporâneos”, José Veríssimo, Sílvio Romero, Olavo Bilac, Rui Barbosa, entre outros. Ele dedica também, em outras páginas, três artigos tanto a Machado de Assis como a Euclides da Cunha, além de fazer a demolição de Maciel Monteiro poeta. De Aluísio de Azevedo, afirma um tanto ironicamente, que passou de “excelente escritor” a “cônsul excelente”.

No caso de Lima Barreto, em dois artigos para “O Estado de São Paulo”, de 1916 e 1917, recebe-o criticamente de espírito aberto, de forma elogiosa, sem distinções de nenhuma espécie, embora o autor de Triste fim de Policarpo Quaresma fosse ainda um desconhecido.

Lima Barreto, que também era bom polemista, não deixou de, em 1919, tomar satisfações a Oliveira Lima, como registra Barbosa Lima Sobrinho na “Introdução” aos Estudos literários. Esta polêmica procedeu-se rapidamente, tendo como elemento deflagrador a defesa por Oliveira Lima dos EUA em artigo de jornal, quando apontou como imutável a curto prazo o preconceito de cor naquele país, e que tal preconceito pouco poderia influir nos destinos brasileiros. A questão resvalou e estendeu-se à troca de consultas e explicações, embora Lima Barreto, por seu lado, não cedesse às argumentações de Oliveira Lima, continuando a mostrar-se preocupado com o “perigo” que o racismo representava na sua transplantação para o Brasil, facilitada pela imigração constante de norte-americanos.

No entanto, Oliveira Lima não estava empenhado em assumir a defesa de um racismo que já vinha desde pelo menos 1912, segundo seu próprio testemunho, sendo por ele abandonado e execrado. Gilberto Freyre chama a atenção em seu livro Oliveira Lima: Dom Quixote Gordo, como num tempo posterior a 1912 estas mudanças de visada com relação aos negros se deram: “Note-se em Oliveira Lima que a certo desdém pelo mulato, nos seus primeiros trabalhos, sucedeu-se, então, a quase apologia dele, o reconhecimento da possível vantagem para o Brasil de uma política racial diferente da dos Estados Unidos, nas conferências que proferiu em Williamstown, em 1922 (...). Atitude – a de reconhecimento daquela vantagem – a que Oliveira Lima chegou através de hesitações e cautelas”.

Também desse tempo do Centenário é este livro citado de Gilberto Freyre, Dom Quixote Gordo, editado em 1968, pela Imprensa Universitária da UFPE, resultante da convivência de Freyre com Oliveira Lima, principalmente nos EUA, onde aquele era estudante universitário, em anos das primeiras décadas do século XX.

Dom Quixote contém na primeira parte cinco conferências de Freyre, proferidas em dezembro de 1967, e transformadas em ensaios, e na segunda, cerca de sessenta cartas inéditas de Oliveira Lima, precedidas do ensaio “Cartas de Stockolmo e outras cartas” (sic). Este livro, como o próprio Freyre antecipou, privilegia traços biográficos e psicológicos relativos a Oliveira Lima. O autor traz a lume tanto a forma íntima e extremamente pessoal de ser de Oliveira Lima, quanto as suas realizações públicas, ou ainda as muitas frustrações e retaliações de que foi vítima no contato com colegas de diplomacia, de história ou nas relações políticas com conterrâneos. Gilberto Freyre examina, em vários instantes, as consequências de suas atitudes e reflexões de Dom Quixote franca e saudavelmente gordo, provocador e rebelde. O próprio Freyre traçou mais de uma caricatura antológica e expressiva de Oliveira Lima, ressaltando nele, como não poderia deixar de ser, tanto a imensidão de seu corpo pela gordura desproporcionada, como o ar de alguém sempre em atividade, conversando ou reflexivamente concentrado em si mesmo e nos problemas intelectuais e culturais que muito dele exigiam.

Essa modelagem física lhe rendeu ser objeto, da parte de desafetos, de uma quantidade considerável de charges com texto piadístico dirigido e maldoso e alguns poema satíricos de qualidade duvidosa, a exemplo do que escreveu o parnasiano Emílio de Menezes. A isto se somavam mexericos, fofocas, boatos, achaques e maledicências diversas. Surgiram até mesmo relatórios secretos que intentavam retardar-lhe a carreira diplomática – o que terminou por acontecer, com a sua aposentadoria antes do tempo –, partindo de seus inimigos mais na política e na diplomacia, dos simplesmente medíocres e dos invejosos do seu talento inconteste, da sua imensa capacidade de trabalho e de uma consciência intelectual e cultural que ultrapassava o senso gritantemente comum.

A partir de 1920, Oliveira Lima passa a residir em Washington, após ter se estabelecido durante quatro anos no Recife. Embora mesmo com a saúde precária e abalada, continua a exercer intensa atividade intelectual e a viajar bastante. E em 1925 – suprema ironia a distinção que contemplava o diplomata formado em Letras, e não em Direito, como era comum à época – foi convidado a ministrar uma cadeira de Direito Internacional na Universidade Católica de Washington, a mesma na qual está instalada a sua imensa biblioteca particular, a Oliveira Lima Library, cuidadosamente catalogada e arrumada por ele nos seus últimos dias de exilado voluntário e desencantado com o Brasil e com Pernambuco.

(In: Suplemento Cultural da CEPE, ano XIV, jan. 2000.)

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